segunda-feira, 7 de setembro de 2009

CEM ANOS DEPOIS...

Nesses 118 anos de República no Brasil, muitas transformações ocorreram no cenário sócio, político, econômico e cultural.

O Brasil República tão aclamado, chegou cem anos depois, totalmente adaptado nos padrões de interesse de uma minoria de militares e intelectuais que lutara contra a monarquia, defendendo os seus próprios interesses. Diferente do que ocorrera na EUA e França, onde o povo foi quem lutou, para conquistar os seus ideais.

A República que gritara em alta voz:
- Um governo do povo; e para o povo. Ficou somente no falar.

Apesar do grande crescimento econômico no Brasil, com o ciclo do café e da borracha, das indústrias e dos investimentos estrangeiros que aqui chegara. Se concentrou em um pequeno grupo, que enriqueceu. Enquanto que “ a massa”, tornou-se cada dia mais miserável.

Os negros que ajudara à construir está nação, foram esquecidos, desprezados e marginalizados e além disso, trocados pela mão-de-obra branca, que aqui chegou. Hoje, vemos o resultado dessa impensada decisão. Após sua libertação, os negros poderiam ter sido aproveitados nas fazendas que antes trabalhavam, como mão-de-obra remunerada, mas, ao invés disso, abriram as senzalas e os entregaram a sua própria sorte. Agora, nos lamentamos, quando vemos nas ruas, mendigos, meninos de rua, sem-tetos, etc. Uma classe marginalizada, que tornou-se um problema para a nação.

Muitas mudanças ocorreram, na área tecnológica, para uma minoria abastada. Como por exemplo o surgimento do telefone, avião, bonde elétrico, etc.


Já na educação, houveram poucos investimentos, e das escolas que surgiram, um pequeno e restrito grupo tiveram acesso. Atualmente, não têm sido diferente, infelizmente o índice de estudantes que consegue concluir o ensino superior é muito baixo. Sendo que, ultimamente o atual governo, têm criado projetos que estão viabilizado o acesso de jovens às universidades. Mesmo assim, o investimento destinado para área da educação no Brasil, ainda é insuficiente. Pois, acredito que é através da educação e de melhores oportunidades para os jovens, o Brasil sairá dessa situação.

A política de troca de favores continuou a existir e continua até hoje. Quem dita as regras, é quem têm dinheiro e prestígio. Onde o pobre, se torna cada dia mais pobre, e o rico cada vez mais rico.
Ganhamos o poder do voto. É o que temos feito com isso? Infelizmente, continuamos elegendo políticos corruptos e incompetentes para administrar nossa nação.

Temos estado indiferentes, fechando os olhos, para não vermos as injustiças, e muitas vezes, egoísticamente dizemos:
- Não é comigo. Pouco me interessa.

Aonde está o Brasil, que morria lutando pelos seus ideais? Hoje, morre porque não quer lutar. Cadê os brasileiros que lutavam, quando não concordavam com as decisões tomadas por seus líderes? E iam as ruas reivindicar pelos seus ideais? Aonde estão os revolucionários, que se revoltavam, questionavam e lutavam nos Sertões e no Sul do país? Cadê o povo brasileiro, que lutaram e até mesmo morreram, na época da ditadura, levantando a bandeira de uma sociedade justa e igualitária? Será que esses ideais morreram ou nos acomodamos com essa situação?

Até quando continuaremos, com nossas cabeças baixas, aceitando tudo e nos conformando com tudo que nos é imposto. Reelegendo políticos que ferem, maltratam e roubam essas nação?

Chega! Precisamos fazer diferente. Precisamos rever nossos conceitos, valores e ideais. Nos levantar de onde caimos e recomeçar. Reconhecer que erramos, mais queremos acertar.

BRASIL : Há uma Esperança!

Com a chegada dos portugueses no Brasil, chegaram também as desigualdades sociais, a escravidão. Por se acharem mais favorecidos pela cor da pele, os portugueses se sentiam no direito de escravizar.
Mau-tratados, expostos à atitudes desumanas, torturados, oprimidos, os negros eram trazidos de países africanos em grandes navios chamados de Negreiros, amontoados como animais, “verdadeiras gaiolas”, sem qualquer tipo de direito.
Antes da Abolição, muitos negros trabalhavam uma vida inteira na esperança de um dia se tornarem “donos de suas próprias cartas de alforria”, de sua liberdade. Pois os seus “senhores”, os tinham como mercadorias, verdadeiros investimentos e não admitiam ter algum tipo de prejuízo mediante sua liberdade.
Após a Abolição, os negros foram expulsos das fazendas, sem qualquer condição de sobrevivência. Muitos foram se refugiar em quilombos, outros preferiram ficar em suas fazendas de origem e tantos outros se tornaram moradores de rua. E como consequência disso, vemos pessoas jogadas nas calçadas mendigando, um crescimento desenfreado de favelas e da marginalidade.
Hoje não é diferente, continuamos escravos do sistema. Nada é feito pelo governo para reverter esse quadro de desigualdade social. O rico cada dia mais rico e o pobre cada vez mais miserável. Para o governo é bom que a miséria social, permaneça no país. Pois, serve como base de proposta de campanhas políticas, e muitos lucram com o sofrimento do pobre, miserável.
E por causa desse descaso do governo com a classe menos favorecida, surgi uma outra problemática, o surgimento de ONG`S picaretas. Que se aproveitam da necessidade dos pobres para desviar recursos. Recentemente foi publicado numa revista de circulação nacional, chamada Caros Amigos, uma matéria que falava sobre a campanha do Criança Esperança da Rede Globo, dizendo assim: “ ... Criança Esperança ganha uma fortuna na dedução do imposto de renda com o montante entregue ao Unicef. O dinheiro arrecadado é tirado de cada cidadão, mas o abatimento é da Globo. Não é um caso típico de estelionato?” SOUZA, Hailton Octavio. Caros Amigos. Ano X nº 120. 03/07. p13. Esse caso é um dos muitos , que acontecem por aí.
Ao invés do governo, criar medidas de melhoria de empregos, dando melhor capacitação em mão-de-obra, através de cursos profissionalizantes, construindo escolas, universidades, crescendo o número de vagas, assim criando oportunidade para os jovens construirem um futuro melhor. O governo têm estabelecido metas de construção de penitenciárias, para acomodar cada dia um maior número de presos, que custam muito caro aos cofres públicos. O custo unitário de um preso para o governo é de R$1.700,00, enquanto que um trabalhador assalariado é de R$380,00. Pois, para o governo é mais fácil, castigar, disciplinar do que educar. Acredito que a melhor forma de mudar essa situação em nosso país é através da educação.
“A educação sozinha não faz grandes mudanças, mas nenhuma grande mudança se faz sem educação”.